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Fundo do baú (1988) 28 de Julho – Dia do Agricultor


Fundo do baú (1988) 28 de Julho – Dia do Agricultor

Esta homenagem é dedicada ao sofrido homem da terra responsável pela produção de nossos alimentos.  O lavrador que enfrenta o sol, a chuva, o vento frio do inverno, a geada, a tempestade, a seca e, toda sorte de pragas e frustrações. Ao vender sua safra, vai direto ao Banco do Brasil pagar sua dívida adquirida para o plantio e, de mãos vazias, muitas vezes, começa tudo de novo, com a esperança que nunca o abandona!

Falo aqui do lavrador comum, do simples, do mínifundiário, do pequeno agricultor. Não é o caso do latifundiário.

Registro neste espaço, a Oração do Agricultor, autor desconhecido.

Oração do Agricultor

Ó Deus, Eterno e Todo-Poderoso, a Vós tudo pertence, pois criastes o Universo e todos os seres. Governais o sol, a lua e as estação do ano. Em vosso nome semeamos as sementes e colhemos os frutos da terra. Por isso, confiantes Vos pedimos: abençoai nossos esforços e trabalhos; regulai o vento e as chuvas; Defendei nossas lavouras das secas, do granizo e da chuva em excesso; Guardai-nos dos raios e das tempestades; Daí-nos colheitas abundantes para que as lavouras Vos bendigam e os nossos corações se alegrem. Amparai nossas famílias, conservai-nos na fé e na pureza dos costumes de nosso pais. Guiai-nos no caminho que leva a Pátria Eterna. Por Jesus Cristo. Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém! 

De nossa poeta ou poetisa Dorothy Jansson Moretti, residente em Sorocaba, esta linda poesia extraída de seu livro Folhas Esparsas – Sonetos. Esta poesia ela criou em 1998, de lá para cá, pouca coisa mudou em relação ao agricultor.

O poeta-advogado Ciro Silva é meu tio-avô materno fazendo parte da Academia Paranaense de Letras – Curitiba. Dorothy já citou este poeta em outro trabalho literário. Certamente, é fã de seu estilo poético, com isso sinto-me honrada.

Agricultor

Não faz mal... Bendigo à terra o bem que ela me fez...

Ciro Silva

Ele contempla a terra devastada

pela chuva que cai a mais de um mês,

e de alma triste, porem resignada,

diz: - Não faz mal. Vou plantar outra vez.

 

Ele contempla a terra desnudada

pelo sol da estiagem, ou talvez

pelo negrume que restou da geada,

e ainda diz: - Vou semear outra vez.

 

Aos caprichos do clima indiferente,

o lavrador, enfim pacientemente,

recolhe os frutos da tenacidade.

 

O lucro... o ágio do empréstimo consome.

E hoje, ele em nova luta contra fome,

enfrenta o desemprego na cidade.

 

Profª Tere



Data: 17/08/2016