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O trem bala.

Pedalando na chuva, pensei que as redes sociais são como locomotivas que se alimentam do carvão que é a nossa existência...


O trem bala.

Pedalando na chuva, pensei que as redes sociais são como locomotivas que se alimentam do carvão que é a nossa existência. 
E a gente joga nossa vida social na fornalha da rede para nos mover deste lugar que não é onde estamos e quem somos de verdade. No final, é como um gato que tenta assoprar seu rabo em chamas para se sentir mais aliviado. 
Reparem os amigos leitores que 80% desta década já se foi para o beleleu e parece que vivemos bem menos que oito anos. Que eu saiba, a Terra não acelerou para dar voltas mais rápidas em tono do Sol. nós que estamos olhando menos para o seres e mais para telas de cristal. Numa fila chata de banco ter um celular na mão faz a espera passar mais rápido, mas ter celular todo tempo na cara faz a gente perder a perspectiva que a vida é uma fila de dias e a cada hora morrem momentos. 
Nisto, sem perceber, embarcamos em r um trem bala para que corre por trilhos retos entre casa, trabalho, casa. Você olha pela janela e tudo passa voando: casas, pontes, tuneis, rios, pomares, flores, castelos mágicos, pessoas acenando. Tem quem ache que isso é a vida moderna e o jeito de ser realizar que temos. Mas não é. “Vacas felizes fazem bife macios” diz o Ari Ranha. 
Se uma pessoa olha mais para celular que para você, o que você está fazendo na frente dela? Largue mão e desembarque deste trem bosta. Bom final de semana!



Data: 30/01/2018